Tempo / Clima

Plantão Regional O Regional

[VÍDEO] Fechamento de unidade socioeducativa e projeto de complexo prisional geram reação em Sete Lagoas

Fechamento de unidade socioeducativa e projeto de complexo prisional geram reação em Sete Lagoas

Uma decisão anunciada pelo secretário de Segurança Pública de Minas Gerais, Rogério Greco, tem provocado forte repercussão e críticas em Sete Lagoas. De acordo com um vídeo divulgado pelo vereador Téo da Equoterapia, o governo estadual confirmou o encerramento das atividades do Centro Socioeducativo da cidade (antiga FEBEM) a partir de 1º de junho de 2026, medida que vem sendo contestada por servidores da unidade.

A unidade, que possui quase um século de história e atende adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas, é vista como um equipamento fundamental na política de ressocialização. Para opositores da decisão, o fechamento representa um retrocesso nas ações voltadas à recuperação de jovens em conflito com a lei.

O motivo alegado para a desativação também tem sido alvo de questionamentos. O terreno onde funciona o centro deverá ser destinado à construção de um complexo penitenciário de grande porte, com capacidade prevista entre 1.000 e mais de 3.000 detentos. O investimento estimado gira em torno de R$ 1 bilhão, com recursos do programa “Penas Justas”, financiado por compensações relacionadas a tragédias envolvendo a mineradora Vale.

Críticos apontam que a iniciativa pode trazer impactos negativos significativos para o município. Entre as principais preocupações estão o possível aumento da criminalidade, a sobrecarga na infraestrutura urbana e a desvalorização de áreas residenciais próximas ao futuro complexo. 

Há também o temor de que a cidade passe a concentrar um fluxo maior de pessoas ligadas ao sistema prisional, alterando sua dinâmica social, assim como ocorre hoje no município de Ribeirão das Neves, um polo de penitenciárias. Outra preocupação é o destino incerto dos servidores da unidade de Sete Lagoas, alguns deles com filhos com deficiências que dependem do sistema de saúde da cidade.    

Outro ponto que tem gerado insatisfação é a condução do processo. De acordo com o vereador, uma decisão dessa magnitude está sendo tomada sem ampla transparência e sem a realização de audiências públicas que permitam a participação popular. Na quinta-feira (26), representantes da cúpula da segurança pública estiveram em Sete Lagoas para apresentar o projeto ao prefeito Douglas Melo e discutir sua viabilização. A visita, no entanto, não foi suficiente para conter as críticas.

Diante do cenário, cresce a pressão para que o governo estadual reavalie a proposta e promova um debate mais amplo com a sociedade. A população precisa ser ouvida antes que mudanças consideradas estruturais para o futuro da cidade sejam implementadas. "Estou solicitando uma audiência pública para debater esse tema. Governador Mateus Simões, não herde essa herança de não gostar da segurança pública", finalizou Téo da Equoterapia. Veja o vídeo:
 

Compartilhe no Whatsapp: Clique aqui!


Participe da comunidade do Plantão Regional 24 horas no Whatsapp e receba as principais notícias do dia direto no seu celular.  Clique aqui e se inscreva.