[VÍDEO] CAOS NO TRANSPORTE PÚBLICO: sindicato segue com paralisação em Sete Lagoas após promessa não cumprida do prefeito
[VÍDEO] CAOS NO TRANSPORTE PÚBLICO: sindicato segue com paralisação em Sete Lagoas após promessa não cumprida do prefeito
O transporte público de Sete Lagoas foi interrompido a partir da meia-noite desta quarta-feira (22), conforme comunicado divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Rodoviário de Sete Lagoas (SINTROSSET) e também pela Cooperseltta. A paralisação atinge também os ônibus da empresa Turi e ocorre após o fracasso das negociações salariais entre trabalhadores, concessionária e Prefeitura.
De acordo com o sindicato, os funcionários já estavam em estado de greve desde a última quinta-feira (16), após o cumprimento do prazo legal de notificação. A entidade afirma que a decisão foi motivada pela recusa da empresa em atender às propostas de reajuste salarial e demais reivindicações da categoria.
Por meio de um comunicado oficial, o SINTROSSET lamentou os transtornos que a suspensão do serviço deve causar à população, mas atribuiu a responsabilidade pelo impasse à concessionária. As negociações entre as partes se arrastam desde janeiro, mês-base da categoria, sem avanço significativo, mesmo com a gestão municipal oferecendo subsídio mensal de R$ 500 mil e renúncia de Imposto Sobre Serviços (ISS), com o custo caindo sobre os impostos pagos pela população, mesmo de quem não utiliza o transporte público. Em contrapartida, foi sugerida a oferta de passe livre aos domingos.
Cooperseltta
Dias antes do anúncio da paralisação, a Cooperseltta também chegou a interromper temporariamente as operações por falta de combustível, alegando ausência de repasses financeiros da Câmara de Compensação, o sistema responsável pela distribuição da receita da bilhetagem eletrônica.
Segundo a cooperativa, a Câmara de Compensação acumula uma dívida de aproximadamente R$ 2,5 milhões com a Cooperseltta, o que inviabilizou a continuidade das atividades, e que buscou alternativas judiciais para reverter a situação, conseguindo uma liminar favorável que determinou o bloqueio de valores da concessionária Turi. No entanto, até o momento, os recursos não foram liberados, mantendo o impasse financeiro.
Sem acesso aos valores devidos e com todas as linhas de crédito esgotadas, a Cooperseltta afirma não ter condições de arcar com custos básicos, como a compra de óleo diesel. Além disso, há atraso no pagamento de adiantamentos aos colaboradores. "A situação vem sendo alertada ao poder público há cerca de dois anos, com agravamento nos últimos meses. Apesar disso, nenhuma solução efetiva foi apresentada até agora", afirma a nota.
Promessa não cumprida
Vale lembrar que, durante a campanha, o prefeito Douglas Melo chegou a prometer, em uma reunião no sindicato, um subsídio de "pelo menos R$ 700 mil". "A gente vai garantir todo o subsídio para que no ano que vem vocês possam rodar com tranquilidade pra que o passageiro tenha um transporte melhor. Então eu deixo aqui esse compromisso, viu, Geraldo. Você me pediu isso. A gente já vai ter um compromisso de pelo menos garantir os R$ 700 mil de subsídio para o transporte público", prometeu o então candidado em 2024.
A suspensão do transporte público deve impactar diretamente a mobilidade urbana da cidade, encarecendo inclusive viagens por aplicativo, como Uber e 99, já que os algoritmos atuam subindo as tarifas automaticamente, de acordo com o aumento da demanda.
Na manhã desta quarta (22), trabalhadores protestaram em frente à Câmara Municipal de Sete Lagoas. Assista:
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