DENÚNCIA: Uso suspeito de veículos oficiais é alvo de requerimento de possíveis irregularidades na Prefeitura de Sete Lagoas
Uso suspeito de veículos oficiais é alvo de requerimento contra Prefeitura de Sete Lagoas
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Um novo episódio levanta suspeitas sobre a condução da máquina pública em Sete Lagoas e reforça críticas à atual gestão municipal, conduzida pelo prefeito Douglas Melo. Um requerimento aprovado pela Câmara Municipal colocou sob investigação o possível uso indevido de veículos oficiais da Secretaria Municipal de Obras, em um caso que pode ter desdobramentos graves, inclusive na esfera criminal.
De autoria do vereador Ivson Gomes, o Requerimento nº 403/2026 exige informações detalhadas sobre a utilização da frota pública e de veículos alugados pela Prefeitura. A medida escancara a necessidade de fiscalização diante de indícios que apontam para práticas incompatíveis com o interesse público.
O documento solicita o rastreamento completo de veículos específicos, entre eles um Fiat Mobi e duas Volkswagen Saveiro, no período de fevereiro de 2025 a março de 2026, além da identificação e monitoramento de veículos locados junto à empresa Smart Go Car Ltda. A intenção é clara: verificar se os bens públicos estão sendo utilizados de forma correta ou desviados para fins particulares.
Nos bastidores, as informações que circulam são preocupantes. Há relatos de uso de veículos oficiais durante finais de semana, em horários noturnos e até mesmo em deslocamentos para fora do município sem justificativa aparente, inclusive entre os servidores estaria a procuradora geral do Município, Fabiana Abreu e Silva, quem mais deveria dar o exemplo e uma das pessoas mais próximas do prefeito. Caso confirmadas, essas práticas indicam não apenas descontrole administrativo, mas possível abuso por parte de servidores que deveriam zelar pelo patrimônio público.
A situação levanta questionamentos inevitáveis: quem está autorizando esse tipo de uso? Há fiscalização interna efetiva ou a estrutura pública está sendo tratada como extensão de interesses particulares? Além do desgaste político, o caso pode avançar para a esfera penal. O uso indevido de bens públicos pode ser enquadrado como peculato, crime previsto no artigo 312 do Código Penal, com penas que incluem reclusão de até 12 anos, multa, perda do cargo e inelegibilidade.
Diante desse cenário, a cobrança por transparência e responsabilização tende a aumentar. Para a população, fica a sensação de que, enquanto serviços básicos enfrentam dificuldades e uma greve do transporte público está em curso, recursos públicos podem estar sendo utilizados de forma irregular, o que, se comprovado, representa mais um capítulo de má gestão do prefeito Douglas Melo que precisa ser devidamente esclarecido.
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