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[VÍDEO] Absurdo: maior cartão postal de Sete Lagoas sofre com descaso da gestão Douglas Melo

[VÍDEO] Absurdo: maior cartão postal de Sete Lagoas sofre com descaso da gestão Douglas Melo

Há mais de um mês um dos principais cartões-postais de Sete Lagoas, a Lagoa Paulino, tem se transformado em símbolo de abandono e descaso ambiental sob a gestão do prefeito Douglas Melo. Mesmo depois de dezenas de vídeos de cidadãos sete-lagoanos registrando o quanto a lagoa está não só com um lodo verde, mas também cheia de lixo e fétida, pouco ou nada foi feito pela Prefeitura.

A situação escancara a falta de manutenção e de ações preventivas por parte do poder público. O material orgânico em suspensão, além de diminuir a oxigenação da água, o que pode levar à mortandade de peixes e outros animais, também exala um odor desagradável que espanta não apenas os pedestres e quem costuma fazer sua caminhada no entorno, mas também turistas e clientes dos comércios, bares e restaurantes da orla.

Há aproximadamente duas semanas, o SAAE foi acionado para sugar superficialmente o leito da lagoa no trecho mais crítico, próximo à Ilha do Milito. Porém, além de não resolver o problema, foi como enxugar gelo e as algas voltaram a proliferar. 

Os aeradores que se encontram na lagoa e deveriam servir para oxigenar a água encontram-se desligados, não se sabe se danificados ou não. Outros dois equipamentos que serviriam para manter a qualidade da água por meio de ondas de ultrassom, instalados no final de 2022 pela empresa paulista Anti-algas Soluções Náuticas, foram retirados.

O impacto vai além da questão ambiental. A degradação da Lagoa Paulino afeta diretamente o turismo e a economia local. Comerciantes, bares e restaurantes da orla já sentem a queda no movimento, enquanto visitantes evitam um dos principais pontos de lazer da cidade.

Vale lembrar que, além da água, outros equipamentos da lagoa também estão mal cuidados: a Ilha do Milito, embora esteja atualmente recebendo uma exposição temporária, não tem condições de receber visitantes e seu interior segue oficialmente fechado.

Diante desse cenário, cresce a cobrança por respostas e ações concretas da Prefeitura. A falta de cuidado com um patrimônio natural, cultural e turístico tão importante levanta questionamentos sobre as prioridades da atual gestão e reforça a percepção de negligência com o meio ambiente e com o potencial turístico de Sete Lagoas.

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