[VEJA VÍDEO] Prefeito quando não tem palavra o preço sai caro e cai sobre o trabalhador e o cidadão pagador de impostos
[VEJA VÍDEO] Prefeito quando não tem palavra o preço sai caro e cai sobre o trabalhador e o cidadão pagador de impostos
Prefeito, quando não tem palavra, o preço sai caro e recai sobre o lombo do trabalhador e do cidadão pagador de impostos. A greve do transporte público em Sete Lagoas ganhou novos contornos nesta terça-feira, 9 de junho, com milhares de trabalhadores chegando atrasados ou nem indo trabalhar por conta da paralisação, que segundo fontes ouvidas pelo Plantão Regional 24 Horas, foi bem maior que o máximo de 40% informado oficialmente.
Na manhã desta terça, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Sete Lagoas e Região (SINTTROSET) utilizou um caminhão de som em frente ao Terminal Urbano com um jingle para manifestar sua indignação com mais uma promessa não cumprida pelo prefeito Douglas Melo.
A atual crise no transporte público municipal trouxe novamente à tona uma promessa feita durante a campanha eleitoral pelo então candidato a prefeito. Em vídeo que voltou a circular nas redes sociais, Douglas afirmava que, a partir de 2025, a Prefeitura subsidiaria o sistema com um aporte mensal de R$ 700 mil. No entanto, a proposta não foi colocada em prática. Ainda em 2025, trabalhadores da empresa TURI chegaram a entrar em greve, alegando dificuldades relacionadas às condições de trabalho e à operação do serviço.
A retomada do movimento grevista ocorre após semanas de crescente tensão e o esgotamento das tentativas de diálogo entre as partes. Na última audiência de conciliação realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a proposta da concessionária foi formalmente rejeitada pelos trabalhadores. A empresa havia oferecido um reajuste linear de 3,9% (equivalente à reposição básica do INPC) tanto para os salários quanto para o vale-alimentação.
A categoria, porém, considerou a oferta insuficiente diante do desgaste diário da classe e exige ganho real, com reajuste acima da inflação e elevação do valor do vale-alimentação para R$ 900,00. Por lei, a Turi segue obrigada a aplicar imediatamente o índice de 3,9%, retroativo a janeiro, mas o repasse não foi suficiente para frear a insatisfação dos colaboradores.
A nova paralisação escancara de vez o cenário de desorganização e falta de articulação da gestão do prefeito Douglas Melo diante de um dos serviços mais essenciais para a população de Sete Lagoas. Enquanto isso, usuários e trabalhadores aguardam definições concretas que possam garantir estabilidade no transporte público municipal.
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