SETE LAGOAS PEDE SOCORRO: Por que a região precisa eleger um deputado federal em 2026
SETE LAGOAS PEDE SOCORRO: Por que a região precisa eleger um deputado federal em 2026
Desde 2013, o vetor de crescimento de Sete Lagoas e de outros 18 municípios vizinhos enfrenta um obstáculo silencioso, mas de consequências devastadoras: a falta de representação direta na Câmara dos Deputados, em Brasília. A memória recente nos lembra de tempos em que a região pesava em Brasília. Entre 2011 e 2012, vivemos um momento raro ao contar simultaneamente com dois nomes de peso no Congresso: Eduardo Azeredo (deputado federal de 2011 a 2014, após um mandato como senador de 2003 a 2011) e Márcio Reinaldo (deputado federal de 1995 a 2012). Desde a saída desses quadros, instaurou-se um vácuo de poder que custa caro ao nosso cotidiano.
A iniciativa "Eleja candidatos da região", lançada pelo site Plantão Regional 24 Horas, não nasce por capricho corporativo ou ufanismo bairrista. Trata-se de uma campanha de sobrevivência e desenvolvimento econômico. A diferença entre ter e não ter um deputado federal da terra traduz-se diretamente em dezenas de milhões de reais no orçamento público.
R$ 161 milhões em jogo
Para compreender a dimensão da perda, basta olhar para a estrutura das emendas parlamentares individuais no orçamento federal. Em 2026, a previsão é que cada deputado federal tenha direito a indicar aproximadamente R$ 40,25 milhões ao ano em recursos federais diretos, dos quais obrigatoriamente ao menos 50% devem ir para a saúde pública. Multiplicado pelos quatro anos de mandato, um único deputado federal garante cerca de R$ 161 milhões em investimentos para suas bases eleitorais.
É um abismo quando comparado à esfera estadual: na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), um deputado estadual conta com cerca de R$ 13,44 milhões anuais (conforme a LOA 2026), somando menos de R$ 54 milhões em todo o mandato, valor inferior ao que um parlamentar federal manuseia em pouco mais de 12 meses. Sem um nome da região no Congresso, esses R$ 161 milhões são pulverizados para outros cantos do país, enquanto hospitais, postos de saúde, escolas e a infraestrutura viária da nossa microrregião disputam migalhas.
A ilusão do "voto importado"
Em 2022, o deputado federal eleito mais votado em Sete Lagoas foi Nikolas Ferreira (PL), com 19.538 votos (16,63% dos votos válidos do município). Para a realidade política de uma cidade do interior, quase 20 mil votos representam uma votação expressiva. Para o parlamentar, no entanto, que ultrapassou a marca de 1,5 milhão de votos pelo estado, Sete Lagoas não figurou nem sequer entre as dez cidades que mais lhe deram apoio nas urnas.
O resultado dessa dinâmica é cruel: a cidade transfere uma fatia valiosa de seu eleitorado para lideranças da capital ou de outras regiões que, ao assumirem suas cadeiras em Brasília, priorizarão naturalmente os municípios onde tiveram mais votos. Sete Lagoas torna-se mera doadora de votos, recebendo em troca um prestígio simbólico, pouca efetividade orçamentária e nenhuma representatividade política em Brasília.
A matemática da vitória regional
Eleger um (ou até dois) parlamentares federais não é um sonho irreal, é uma questão de cálculo e articulação. A Região Geográfica Imediata de Sete Lagoas, com seus 19 municípios, soma uma força eleitoral de aproximadamente 325 mil a 330 mil eleitores aptos. Olhando apenas para Sete Lagoas nas eleições de 2022, tivemos 137.641 votos válidos (79,01%), enquanto impressionantes 28% dos eleitores deixaram de escolher um representante local entre votos brancos (2,81%), nulos (4,33%) e abstenções (20,99%).
Historicamente, um candidato que alcance uma faixa entre 60 mil e 80 mil votos assegura sua vaga na Câmara dos Deputados na imensa maioria das legendas, sem a dependência extrema de grandes "puxadores de voto" ou das incertezas da repescagem do quociente eleitoral. Se o eleitorado local parar de exportar votos e resgatar a parcela de abstenções e nulos, a região tem estofo matemático de sobra para ocupar pelo menos duas cadeiras em Brasília.
Diversidade de nomes
Não há desculpa ideológica. Votar na região não significa abrir mão de princípios ou de alinhamento político. A cartela de postulantes locais para a Câmara dos Deputados em 2026 contempla todos os espectros do eleitorado, oferecendo nomes experientes e novas lideranças, da esquerda, do centro e da direita:
Duílio de Castro (PSB): Ex-prefeito de Sete Lagoas, ex-vice-prefeito e ex-deputado estadual, com larga bagagem na gestão pública municipal e articulação estadual.
Juninho Sinonô (Republicanos): Empresário, radialista e advogado.
Egmar Gonçalves (Novo): Servidor da Câmara Municipal e administrador.
Caio Coimbra (Novo): Engenheiro agrônomo.
Caio Valace (PDT): Advogado e vereador, ex-presidente do Legislativo municipal.
A pluralidade está dada. O compromisso que se exige do eleitor não é com um partido ou ideologia política, mas com o CEP. As eleições de 2026 cobram responsabilidade histórica. Cabe a cada cidadão de Sete Lagoas e dos municípios vizinhos exercer o papel de multiplicador: conversar com familiares, convencer amigos e conscientizar vizinhos. O voto dado a um candidato local é o único investimento eleitoral com retorno garantido em obras, leitos de UTI e desenvolvimento para toda a nossa região. Passe essa mensagem para a frente! A hora é agora!
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