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CONTINUA INCOMPETÊNCIA NA SAÚDE: paciente corta a mão e ganha atestado de queimadura na UPA de Sete Lagoas

CONTINUA INCOMPETÊNCIA NA SAÚDE: paciente corta a mão e ganha atestado de queimadura na UPA de Sete Lagoas

Um novo erro médico na UPA de Sete Lagoas amplia questionamentos sobre a qualidade do atendimento na gestão do prefeito Douglas Melo na saúde municipal. Poucos dias após a morte de uma paciente liberada da unidade de saúde, outro episódio expõe falhas no atendimento: uma mulher recebeu atestado com CID incompatível com o ferimento e corre risco de ter dias de trabalho descontados. A Prefeitura admitiu mais esse erro e prometeu corrigir documento. O caso veio à público pelo site do jornal Sete Dias.

A sequência de problemas registrados na rede municipal de saúde de Sete Lagoas aumenta a preocupação dos usuários e coloca a gestão da Prefeitura sob novos questionamentos. Apenas uma semana depois da morte de uma paciente que recebeu alta da UPA Dr. Juvenal Paiva e morreu poucos minutos após chegar em casa, outro episódio envolvendo falhas no atendimento veio à tona.

Desta vez, uma mulher que procurou a unidade após sofrer um corte na mão recebeu um atestado médico de sete dias com o Código Internacional de Doenças (CID) correspondente a uma queimadura de segundo grau. O erro no documento pode trazer consequências diretas para a paciente, que corre o risco de ter os dias de afastamento questionados pela empresa onde trabalha.

O caso aconteceu na última quinta-feira (29). Segundo o relato da filha, a mulher sofreu um acidente doméstico, procurou a UPA e recebeu atendimento aparentemente normal, inclusive com a realização de pontos na mão. O problema surgiu na emissão do atestado médico, quando foi registrada uma classificação de doença incompatível com a lesão apresentada.

Ao perceber o equívoco, a família retornou à unidade em busca de uma correção. A orientação recebida, entretanto, foi de que seria necessário aguardar até a quinta-feira seguinte para que o médico responsável pudesse desfazer o erro. “Com este CID no atestado, a empresa não aceita e ela corre o risco de ter o salário descontado por esses dias. Fomos até à UPA novamente e disseram que, se quiser um novo atestado, tem que esperar até a próxima quinta para o médico desfazer o erro dele”, relatou a filha.

Em nota, a Prefeitura reconheceu mais esse problema, pediu desculpas pelo transtorno e informou que o CID será retificado. A justificativa, porém, não elimina os questionamentos sobre os procedimentos de conferência e emissão de documentos médicos na unidade. Afinal, como um atendimento por corte na mão termina com um atestado indicando queimadura de segundo grau? E por que a paciente precisa enfrentar uma longa espera para corrigir um erro cometido durante o próprio atendimento público?

Embora os dois casos tenham naturezas distintas e não seja possível estabelecer uma relação direta entre eles, ambos envolvem a mesma unidade de saúde e levantam dúvidas sobre os protocolos de atendimento, a supervisão dos procedimentos e os mecanismos de controle da qualidade dos serviços oferecidos à população.

Diante de episódios tão próximos, não basta à Prefeitura apresentar pedidos de desculpas e informar que erros serão corrigidos. A população tem o direito de saber quais providências estão sendo tomadas para evitar que novas falhas aconteçam e, principalmente, para garantir que os usuários recebam atendimento seguro, responsável e digno na rede municipal de saúde.
 

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